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Conhece o Balanced Scorecard?

Com este pequeno artigo procuro sensibilizar para o importante contributo que a metodologia Balanced Scorecard (BSC) proporciona na implementação das estratégias das organizações, dando a conhecer alguns pormenores técnicos que facilitam a sua utilização.

O BSC começou por ser uma metodologia de medição e gestão de desempenho de organizações criada no início dos anos 90 por Robert Kaplan e David Norton,  professores da Harvard Business School. Poucos anos após a criação desta metodologia os seus autores consideraram que ela servia sobretudo para implementar estratégias e monitorizar o seu desenvolvimento.

O BSC é constituído por duas partes:

  • o Mapa Estratégico (ME), que descreve a forma como a estratégia da empresa é alcançada a partir de linhas de actuação relacionadas entre si e agrupadas por dimensões ou perspectivas*. Essas linhas de actuação interagem em maior ou menor escala de modo a reflectirem o equilíbrio (balance) entre as perspectivas e visando contribuir para as estratégias e objectivos últimos da organização;
  • o quadro de objetivos estratégicos, que é o BSC propriamente dito, e que inclui os indicadores e objectivos relativos às linhas de actuação das diferentes perspectivas. No caso da Administração Pública é aconselhável incluir os objectivos e metas do SIADAP* no quadro de objetivos estratégicos, uma vez que não faz sentido haver conjuntos distintos de indicadores com os quais a gestão de topo se deve preocupar.

 

A figura seguinte, da Wikipédia, esquematiza a forma como a Visão e Estratégia (ou Linhas Estratégicas) estão relacionadas com as quatro perspectivas mais frequentes. No entanto, consideramos que a explicitação da Missão também é importante, sobretudo para a elaboração do ME.

 

O BSC está largamente difundido em todo o mundo, sendo utilizada em Portugal por dezenas de empresas e Administração Pública e Local. A Harvard Business Review considerou esta metodologia como uma das práticas de gestão mais importantes e revolucionárias dos últimos 75 anos.

A figura seguinte ilustra o exemplo extremamente simples de  um ME em que as linhas de actuação existentes nas quatro perspectivas mostram como a actuação numa delas influencia muitas outras até ao objectivo final. Todas essas linhas devem ser coerentes com as linhas estratégicas da organização e, claro está, em situações reais o seu número é muito superior.

 

 

No caso das administrações Pública e Local, bem como de ONG, é frequente encontrarem-se outras perspectivas. A figura ilustra uma situação deste tipo, para uma entidade (p.e., direcção, departamento) pertencente à organização fictícia XYZ. As perspectivas consideradas são Cliente, Interna (Processos), Desenvolvimento Organizacional e Financeira e, a fim de simplificar a representação das muitas relações que é possível existirem, foi utilizada uma seta a cheio (a amarelo) para indicar que o elemento de onde ela parte influi sobre todos os elementos da perspectiva imediatamente acima.

O ME é normalmente desenhado em sessões de brainstorming envolvendo os quadros superiores da entidade respectiva. Uma vez aprovado parte-se dele para construir o BSC propriamente dito (q.v. figura), que consiste num quadro onde constam os indicadores, objectivos e metas associados ao desempenho correspondente às actividades e/ou linhas de acção dos diferentes elementos do ME.            

Penso que já tiveram um cheirinho acerca do BSC e olhem que vale a pena utilizar esta metodologia. Porque não metem mão à obra? Se precisarem de ajuda…é só dizerem!   

*Inicialmente as perspectivas eram quatro e assim se têm mantido na maioria dos casos, em particular tratando-se de empresas com fins lucrativos: Financeira, Clientes, Processos Internos e Aprendizagem e Crescimento, sendo os objectivos finais de natureza financeira . Mais tarde e em particular no âmbito da Administração Pública e de organizações sem fins lucrativos, passaram a ser utilizadas outras perspectivas, com os objectivos finais centrados na satisfação dos respectivos clientes.

 Eng.º Moitinho de Almeida

Abril de 2010

 

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