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As Mulheres e o Desenvolvimento Sustentável

A Dra. Gro Harlem Brundtland, mundialmente conhecida como autora do relatório sobre Desenvolvimento Sustentável Our Common Future, esteve em Portugal para participar na conferência Estamos a deixar para as gerações futuras tantas opções como aquelas que temos hoje?, no âmbito do Greenfest que decorreu no Centro de Congressos do Estoril. Antes de apelar à urgente redução das emissões de gases com efeito de estufa, a antiga chefe de Estado da Noruega chamou a atenção dos/as presentes para o papel fundamental das mulheres no desenvolvimento sustentável.

De facto, empoderar as mulheres revela-se determinante ao nível do desenvolvimento das famílias, comunidades e nações como salientou o relatório da UNICEF The State of the World´s Children 2007.  Por exemplo, nos países mais pobres, quando as mulheres têm a possibilidade de intervir na gestão do rendimento familiar vão investir na alimentação, educação e saúde dos seus filhos, mas o mesmo não acontece quando são os homens a controlar o mesmo.

Por isso Muhammad Yunus, criador do microcrédito e Prémio Nobel da Paz em 2006, considera que os melhores clientes do seu Grameen Bank são as mulheres: “[w]hen it is given to them the smallest opportunity, they fight forcefully to run away from poverty”. São elas também as clientes maioritárias, sendo a taxa de recuperação dos empréstimos de 98,02%, segundo dados de 2007.

Apesar de uma maior sensibilização da comunidade internacional para a discriminação de que as mulheres são alvo e do aparecimento de projectos inovadores de empreendedores com visão, ainda há uma série de desafios que urgem ser ultrapassados. Para a Dra. Brundtland, também membro do Conselho das Mulheres Líderes Mundiais e antiga directora-geral da Organização Mundial de Saúde, é necessário investir mais na saúde e educação das mulheres, de forma a que o desenvolvimento possa ocorrer. Uma ideia que vai de encontro à de Ann M. Veneman, directora executiva da UNICEF: “[i]f we care about the health and well-being of children today and into the future, we must work now to ensure that women and girls have equal opportunities to be educated, to participate in government, to achieve economic self-sufficiency and to be protected from violence and discrimination”.

De facto, é  necessário que os desafios enfrentados pelas mulheres ganhem mais projecção sendo fundamental uma maior participação política das mesmas, pois apesar de perfazerem metade da população mundial continuam ainda muito subrepresentadas ao nível dos órgãos de tomada de decisão. Para fazer face a esta situação foram criadas as chamadas “quotas” contestadas por muitos por serem consideradas um desprestígio para as mulheres que deveriam ser eleitas pelo seu mérito e não pelo seu sexo. Contudo, dado o crescente descrédito do mundo da política, aliás tendencialmente masculino, e tendo ainda em conta as inúmeras acusações de falta de competência de alguns,  então a defesa do mérito parece fazer pouco sentido...Afinal, o que é artificial não são as quotas, mas a exclusão das mulheres da política como apontou a Dra.Manuela Aguiar, ex-deputada social-democrata, durante o seminário “Take 2: Igualdade, Paridade, Acção!” organizado pela Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens (REDE).

Enquanto a Lei da Paridade só foi aplicada em Portugal nas duas últimas eleições, na Noruega as ditas quotas também estão presentes nos conselhos de administração das empresas fazendo com que as mulheres representem 44,2% do total, ao passo que em Portugal o número cai para 0,8%, segundo dados apresentados pela Dra. Edite Estrela, eurodeputada pelo PS, durante o mesmo seminário.

Aliás, já que a crise está presente nos nossos espíritos, é de notar que um estudo feito pela Catalyst em 2007 comparou a performance das 500 maiores empresas mais competitivas do mundo e concluiu que as que comportavam mais mulheres nos conselhos de administração tinham um retorno por acção 83% superior e um retorno de vendas 73% superior. E, para que não haja dúvidas, estas conclusões foram posteriormente confirmadas por outros estudos como o da McKinsey.

O desenvolvimento sustentável só é possível com a participação e o envolvimento de todos(as), mas para isso é necessário dar às mulheres mais oportunidades de acesso à educação, à saúde, ao trabalho e salário justo, aos órgãos de decisão política e administrativa. Afinal, elas representam metade da população mundial, por isso, a sua voz não pode ser abafada nem o seu papel ignorado.



Natacha Moitinho

Outubro de 2009

 

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