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Como Criar Valor Partilhado

Um artigo recente de Michael Porter e Mark Kramer no número de Janeiro-Fevereiro da  Harvard Business Review sugere que uma maneira importante de contribuir para melhorar o relacionamento entre as empresas e a sociedade, reinventando o capitalismo com benefícios para ambas as partes, passa por iniciativas de partilha do valor criado; ou seja, os/as empresários/as em lugar de porem em primeiro lugar o lucro devem colocar o valor que criam, sendo este a diferença entre os resultados e os custos para as empresas e para a sociedade. Afinal, trata-se de uma forma algo diferente de falar em Desenvolvimento Sustentável, pois neste caso, mais do que a sustentabilidade procura-se criar valor concreto para os/as clientes e indirectamente para a sociedade. Os autores definem Valor Partilhado como “as políticas e práticas operacionais que melhoram a competitividade de uma empresa ao mesmo tempo que fazem avançar as condições económicas e sociais nas comunidades em que ela opera”.

Neste sentido, considero que as principais ideias deste artigo são:

  • A redefinição da finalidade das organizações da forma apontada será potenciadora da nova onda  de inovação e de aumento da produtividade na economia global.
  • O conceito de Valor Partilhado reconhece que os males causados à sociedade, bem como as fraquezas desta, provocam com frequência custos internos nas empresas.
  • Importa distinguir entre os efeitos do preço justo e do Valor Partilhado. Enquanto na agricultura com o primeiro se procura assegurar uma melhor remuneração para o produtor, com o segundo desenvolvem-se as técnicas produtivas, o cluster dos fornecedores locais e outras estruturas que possam contribuir para o desenvolvimento dos produtores. Estudos relativos a plantações de cacau na Costa do Marfim, mostram que enquanto o comércio justo pode contribuir para aumentos de receitas da ordem dos 10% a 20%, o Valor Partilhado pode levar a aumentos de mais de 300%.
  • A integração vertical das empresas deu azo a um grande aumento das actividades de outsourcing e de offshoring, muitas vezes a partir de locais longínquos, levando ao enfraquecimento dos laços que as uniam às comunidades em que se inserem.
  • O conceito de Valor Partilhado torna ténue a diferença entre empresas com e sem fins lucrativos, como sucede com as rentáveis Water Health International  que mediante uma tecnologia inovadora distribui água purificada a custos mínimos a mais de um milhão de pessoas na India rural, no Gana e nas Filipinas; Revolution Foods que fornece mais de 60 mil refeições saudáveis por dia a estudantes e a Waste Concern, do Bangladesh, que transforma diariamente 700 toneladas de lixo em fertilizadores orgânicos, conduzindo à melhoria das condições de saúde das populações locais, ao aumento da produção agrícola e à redução de emissões de CO2.
  • Há três maneiras distintas de as organizações criarem valor para a sociedade: reconcebendo produtos e mercados, redefinindo a produtividade na cadeia de valor e criando clusters de apoio  nos locais onde se encontram essas organizações. Vejamos alguns exemplos:
     - Ao nível do produto - empresas alimentares que passam a dar maior relevo aos aspectos nutritivos, bancos que ensinam os/as clientes a gerir melhor os seus depósitos, empresas energéticas que proporcionam aplicações informáticas para ajudar a optimizar os consumos.
    - Ao nível da produtividade – mediante a optimização de toda a cadeia de valor, seja pela redução dos consumos de água e energéticos (por exemplo ao optar por melhores tecnologias, pela prática da reciclagem, pelo uso da co-geração, pelo recurso a fornecimentos locais ou pela optimização de percursos), pelo desenvolvimento dos seus fornecedores (como sucede com o Grupo Nova Delta em Timor, no Brasil e em Angola).
    - Ao nível da criação de clusters – importa ter presente que essa criação traz normalmente consigo programas escolares, organismos de natureza técnica e  comercial e outras empresas fornecedoras, tais como de hotelaria e restauração,  transportes, saúde, informática, etc.
  • Os governos deverão assumir um novo papel neste contexto. Sem pôr em causa as suas funções de regulamentação e controlo, é importante que se focalizem cada vez mais na monitorização do desempenho ambiental e de saúde e segurança, definindo por um lado regulamentos e períodos de adaptação a estes e por outro apoiando o desenvolvimento de tecnologias que propiciem o desenvolvimento sustentável. Uma regulamentação que incentive a partilha de valor, impedindo a exploração e o uso de práticas enganosas e injustas, estimula o desenvolvimento e a inovação e encoraja as organizações a investir na gestão por Valor Partilhado, por oposição à gestão para maximização dos resultados de curto prazo.

Terminarei parafraseando os autores do artigo supra citado: sendo certo que as soluções de Valor Partilhado não resolvem todos os problemas, elas podem levar as organizações a contribuir para a melhoria do progresso social de uma forma que até as mais bem intencionadas organizações governamentais e dos sectores sociais apenas raramente conseguem atingir.

O repto está lançado. Mãos à obra senhores/as empresários/as e gestores/as!


Eng.º Moitinho de Almeida

Março de 2011



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