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Internacionalização - uma Questão de Sobrevivência para Muitas PME

Gosto muito de viajar e se bem que ainda não conheça as 7 partidas do mundo não estou muito longe de conseguir esse feito. Vem isto a propósito de ter vindo a constatar, seja na América Latina, seja na Ásia, que os vencimentos médios das suas populações e os preços dos seus bens essenciais são muito inferiores aos nossos, apesar de ser uma realidade o potencial existente nesses países para conceberem e produzirem produtos semelhantes aos nossos. Uma comparação idêntica pode ser feita entre Portugal e os países mais ricos, mas a grande diferença neste caso reside no facto de já dispormos de detentores/as de competências com suficiente massa crítica para conduzir o nosso país a um patamar de riqueza mais elevado.

A causa desta nossa vantagem está sobretudo, e é bom não esquecer, no tremendo esforço que Portugal fez nos últimos anos em relação ao ensino superior, graduado e pós-graduado; esperemos que as medidas que estão a ser tomadas em relação ao ensino tecnológico possam também vir a contribuir para o reforço da nossa competitividade. Qualquer abrandamento desses esforços poderá comprometer por muitos mais anos a retoma que desejamos.

É aceite pela grande maioria dos/as observadores/as que Portugal só conseguirá proporcionar maior riqueza aos seus cidadãos e às suas cidadãs bem como assegurar um crescimento sustentável se conseguir subir na cadeia de valor dos seus produtos e serviços, o que no caso das PME passa pela capacidade de competir nos mercados mais exigentes em inovação, qualidade, preço, prazos de entrega, serviços adicionais, muitas vezes em pequenas séries e até mesmo em termos unitários. Passa também pela capacidade de satisfazerem muitas das necessidades das grandes empresas que ambicionam um papel relevante nas transformações mundiais em curso, mas que têm limitações científicas e tecnológicas em numerosas áreas indispensáveis ao seu sucesso. Contudo, sendo evidente que o caminho nesse sentido terá de resultar da iniciativa dos/as empresários/as e do esforço das suas equipas, é fundamental que o Estado continue a participar nele activamente mediante o aumento da eficácia e da eficiência das suas instituições.

Os desafios em que estamos todos/as envolvidos/as desde há vários anos, mas com maior criticidade nos últimos dois, têm mostrado uma enorme resiliência e capacidade de adaptação da nossa indústria, com substanciais aumentos da exportação. Tal tem sido possível mercê do nascimento de um novo espírito empresarial, sem fronteiras e vocacionado para a produção e comercialização de produtos de alto valor acrescentado, sejam eles de características totalmente inovadoras, como sucede com frequência nas áreas do software e de equipamentos, seja mediante a adição de valor a produtos tradicionais, tais como os têxteis, o calçado e a cortiça. Ainda há, porém, um longo caminho a percorrer, pois as PME exportadoras representam pouco mais de 10% das cerca de 350.000 PME existentes, enquanto na UE27 este indicador era em 2010 de cerca de 25%, sendo que aproximadamente 13% correspondiam a exportações para fora da UE.

Também importa realçar os vultuosos apoios financeiros que têm vindo a ser canalizados para, directa ou indirectamente, promoverem a internacionalização das empresas. Neste sentido, os esforços feitos pelo Estado têm sido muito relevantes e não posso deixar de referir o papel de enorme importância que organismos como a AICEP e o IAPMEI têm tido nas mudanças positivas já verificadas. Contudo, ainda há muito a fazer para criar um clima de confiança mútua indispensável ao progresso, nomeadamente em termos de transparência nas decisões, adequabilidade de algumas leis e celeridade do poder judicial. 

Sendo o título deste artigo relativo à Internacionalização das PME, podem os/as estimados/as leitores/as perguntarem a si próprios/as “porquê só das PME?”, dado que as grandes empresas dispõem de mais meios para promoverem a exportação dos seus produtos. Ora, é precisamente por este motivo que decidi focar-me nas PME, de modo a melhor nos centrarmos nas suas especificidades, procurando obter respostas para algumas questões e dúvidas que muitos/as de vós certamente têm, mas gostariam de ver resolvidas.

Com o seminário Internacionalização das PME: Desperte o Potencial da Sua Empresa que estava previsto realizar-se em Lisboa, a 10 de Setembro, esperávamos satisfazer as vossas principais interrogações, mas infelizmente tivemos que o cancelar dado o pequeno número de inscrições. Contudo, penso que o seguimento das linhas mestras das diferentes apresentações previstas pode ser de grande importância para o sucesso de muitas das nossas PME, pelo que apresento em seguida uma breve súmula dos conteúdos dos 4 painéis que integravam esse seminário:

  1. Crescer para internacionalizar ou internacionalizar para crescer? Neste painel, moderado pelo Dr. Pedro Matias, do IAPMEI e introduzido pela Dra. Cristina Minguéns, da WIND, pretendíamos dar a conhecer os principais mecanismos para a internacionalização das PME e as experiências da CEI – Companhia de Equipamentos Industriais e da VISION-BOX, duas empresas que concebem, fabricam e comercializam equipamentos sofisticados de corte por jacto de água de pedra, metal e couro, a primeira, e gates para aeroportos associados a sistemas biométricos de leitura, a segunda.
  2. Inovar para exportar, painel moderado pelo Professor Eng.º Luís Borges Gouveia, no qual queríamos dar a conhecer as metodologias, requisitos e boas práticas na gestão da inovação e o seu impacto na internacionalização. A Dra. Isabel Caetano, da COTEC, e eu faríamos uma breve descrição do que é um sistema de gestão de IDI, que metodologias, boas práticas e meios existem em Portugal ou são mais adequados para proporcionarem a implementação de sistemas deste tipo; seguidamente seriam apresentados os casos da ALMA DESIGN e da CGC GENETICS, procurando focar na forma como estas empresas beneficiaram dessas metodologias e meios. A primeira tem-se evidenciado pela sua capacidade em IDI, no design de automóveis e aviões, e a CGC GENETICS no desenvolvimento de ensaios de genética clínica.
  3. Optimizar as operações como condição de exportação para mercados competitivos. Neste painel, coordenado pelo Eng.º David Cardoso, da BRACING RESULTS, e apresentado pelo Eng.º Domingos Pereira, da TEC-PERFO, que muito me apoiaram na concretização do seminário, seriam apresentadas as metodologias e boas práticas mais recentes e eficazes na optimização dos processos operacionais, visando o aumento da capacidade competitiva e das exportações. Os casos a apresentar seriam os da MARIGOLD, do Grupo COMASEC, que tem em Portugal uma das suas duas fábricas a nível mundial, e da WIT-SOFTWARE, uma das maiores e mais bem-sucedidas empresas nacionais dedicadas ao desenvolvimento de software, nomeadamente para aplicações na área das telecomunicações, que têm contribuído e vão continuar a contribuir para a melhoria do funcionamento das pessoas e das organizações.
  4. Apoios à internacionalização, inteiramente a cargo da WIND, nossa parceira na organização do evento, cujo objectivo era elucidar os/as participantes em relação aos mecanismos existentes para apoiar os processos de financiamento visando a internacionalização das empresas.


Não era possível neste seminário obter todas as respostas a todas as questões que as PME que se querem internacionalizar têm para colocar, mas muitas dessas respostas podem ser facilmente encontradas nos portais do IAPMEI, AICEP, AIP e COTEC, sem qualquer custo, bem como em documentação disponibilizada pelo BES. Neste sentido, gostaria de salientar a documentação seguinte:

  • Guia do Exportador e informações sobre mercados externos, da AICEP, em que o primeiro cobre as formalidades, etapas/estratégias, requisitos de certificação, participação em feiras e mercados, vender com marca própria, a gestão de créditos e cobranças e os meios de pagamento e financiamento;
  • Temas de A a Z e Centro de Recursos, do IAPMEI, relevantes, respectivamente, em termos da Inovação (incentivos, benchmarking, Enterprise Europe Network) e de legislação nacional e comunitária;
  • Innovation Scoring e Guia de Boas Práticas, da COTEC, dedicados ao IDI;
  • Sobre internacionalização e países para onde exportar, no Centro de Documentação e no Forum Portugal Exportador, da AIP.

 

Importa ainda frisar o papel de apoio próximo à internacionalização das nossas PME que tem vindo a ser desempenhado por alguns organismos e associações empresariais (APPICAPS, VINIPORTUGAL, ANETIE, SELECTIVA MODA, AIP), com destaque para a AICEP que, através de uma estrutura que compreende gestores/as de clientes, uma ampla rede internacional e serviços de consultoria especializada, tem contribuído para identificar inúmeras oportunidades de negócios e apoiar numerosos processos de internacionalização.

Por último, uma mensagem de esperança a todos/as os/as leitores/as desta NL: não se deixem esmorecer apesar dos insucessos por que todos/as passamos; procurem reagir, como nós face ao cancelamento do seminário, encontrando em cada situação uma nova oportunidade. A nossa, desta vez, é que sabemos ser possível, em conjunto com os nossos parceiros, encontrar e implementar as soluções certas para os problemas das vossas empresas.
 


Eng.º Moitinho de Almeida

Setembro de 2012

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